Foi realizada, na manhã desta quarta-feira (9), a 70ª Sessão Ordinária da 2ª Sessão Legislativa da Câmara Municipal de Campina Grande. A reunião foi presidida pelo vereador Dinho Papa-léguas e secretariada pelo vereador Rafafá. Ao todo, 17 vereadores estiveram presentes na sessão.
Durante os trabalhos, os vereadores prestaram homenagem e manifestaram pesar pelo falecimento do líder comunitário do bairro da Liberdade, o odontólogo Mariano Donato, e da jornalista Márcia Marques Cavalcante. As manifestações destacaram a contribuição de ambos para a comunidade e para a sociedade campinense. Um minuto de silêncio também foi solicitado em favor de Germano José Sabino e Ivaldo Guedes do Nascimento.
O vereador Rostand Paraíba utilizou a tribuna para solicitar à Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (SESUMA) a limpeza de um matagal nas imediações da Praça Lula Cabral, no bairro Nova Brasília, além de outros pontos da Zona Leste. O parlamentar também chamou atenção para o descarte irregular de lixo e entulhos nas imediações do Tambor até Várzea Grande, pedindo mais conscientização por parte das pessoas que realizam esse tipo de descarte.
O vereador informou que ao solicitar a limpeza, encaminhou fotos e vídeos à SESUMA para mostrar os locais que necessitavam de organização, frisando que o serviço foi realizado parcialmente. Ele também solicitou providências para uma cratera provocada pelas chuvas na Rua Francisco Antônio Nascimento, na entrada do bairro Glória. Segundo ele, a queda de um muro também está prejudicando a passagem de veículos em uma das mãos da via que liga o município de Massaranduba ao bairro do Glória.
O vereador Saulo Noronha, por sua vez, criticou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) em razão da cobrança de uma conta de água em sua residência. Segundo o parlamentar, o valor vinha aumentando gradativamente devido a um problema no hidrômetro e, em vez da substituição do equipamento, a empresa teria realizado cobranças com base em médias. “Eu fiquei preocupado com a população que passa por essa situação. Se o servidor foi lá e constatou que o hidrômetro está parado, por que a CAGEPA não foi lá trocar o equipamento”. O vereador acrescentou: “Não é por achismo ou por média que se cobra uma conta”.
O parlamentar também defendeu o início da construção de uma escola estadual no bairro Aluízio Campos, após a Prefeitura Municipal de Campina Grande ter doado um terreno ao Governo do Estado para essa finalidade. O parlamentar destacou que dificuldades relacionadas às condições do terreno têm impedido o início da obra e afirmou: “O Aluízio Campos é um bairro cidade e os estudantes que residem ali, precisam dessa escola”. Ele ainda classificou como “um absurdo” a ausência da unidade escolar para uma população de mais de 20 mil habitantes e defendeu a união entre os poderes para solucionar a questão: “Nós devemos unir a classe política para que os cidadãos de Campina Grande e da Paraíba sejam beneficiados. O que os estudantes e a população do Aluízio Campos precisam é de uma escola estadual”.
O vereador Rafafá reforçou a cobrança e lembrou que a luta pela construção da escola no Aluízio Campos teve início em 2021, quando exercia o mandato de deputado federal. “Essa luta para levar uma escola para o Aluízio Campos começou na pandemia. Quando eu era deputado federal, busquei o governo estadual e o governo municipal para buscarmos uma solução e a desculpa foi essa”, afirmou. Rostand Paraíba também defendeu o diálogo e a união entre os envolvidos, ressaltando que o Governo do Estado deverá construir a escola em parceria com a Prefeitura de Campina Grande.
O vereador Jean Pierre participou do debate e também relatou dificuldades relacionadas aos serviços prestados pela CAGEPA, citando problemas como buracos deixados após reparos, esgotos a céu aberto, falta de água e cobranças consideradas irregulares. “Há um tempo, minha fatura quase que quadruplicou o valor… Eu fui à CAGEPA para entender o porquê que isso tinha acontecido e saí de lá sem nenhum tipo de explicação”. Sobre a escola no Aluízio Campos, afirmou: “Eu tenho a certeza plena e absoluta que os mais de 20 mil habitantes que estão lá no bairro do Aluízio Campos, não estão preocupados com as condições geográficas, com os recursos que o governo dispõe, ou se existe algum entrave. O que as pessoas querem é que a obra seja executada”. E concluiu: “Nós, enquanto legisladores dessa casa, queremos que, de fato, a solução seja apresentada”.
Para acompanhar a sessão completa, acesse o Canal Oficial do youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.
